Curta nossa página no facebook!

Fonia SBBI by Lucas Gabardo

Siga Nosso Instagram

Calendário do mês

Condições Meteorológicas SBCT

METAR atual do SBCT
SBCT 292200Z 31007KT CAVOK 13/06 Q1016

Condições Meteorológicas SBBI

METAR atual do SBBI
SBBI 292100Z 30004KT 9999 FEW020 12/07 Q1015

No dia 22 de Maio comemora-se no Brasil o Dia da Aviação de Patrulha, que em 2015 completa 73 anos desde a primeira missão deste tipo no país. As missões surgiram da necessidade garantir a segurança da marinha mercante no Brasil. 

No ano de 1942, ainda que o Brasil não estivesse oficialmente incluído na II Guerra Mundial, já eram frequentes as operações de voo de patrulha em formação, especialmente tendo em vista que o navio brasileiro Lyra já havia sido atacado por submarinos italianos próximo a Fernando de Noronha. E foi justamente no dia 22 de Maio de 1942, durante uma dessas operações, que o país entrou oficialmente na guerra.

 

Bombardeiros B-25B Mitchel da Força Aérea Brasileira haviam decolado de sua base em Pernambuco e voavam em formação quando dois de seus aviadores, após observar a proximidade do submarino Barbarigo da costa brasileira, atacaram e afundaram a embarcação italiana, iniciando assim as atividades da FAB na II Guerra Mundial. Nas mais de 15 mil missões de patrulha da FAB durante toda a Guerra foram 11 submarinos italianos destruídos.

Hoje em dia a Aviação de Patrulha no Brasil está voltada para proteção e vigilância dos territórios e fronteiras, sejam eles terrestres ou marítimos, além de missões de resgate. A frota da FAB conta com aeronaves como o P-95M Bandeirulha baseados em Florianópolis (SC) e Belém (PA) e o P-3AM Orion baseado em Salvador (BA), que mesmo em tempos de paz estão sempre prontos para detectar, localizar, monitorar e destruir alvos.

No ano de 2015 a Aviação de Patrulha no Brasil terá algumas novidades. Entre elas, a aplicação de 8 novas aeronaves P-95 Bandeirulha modernizadas, que receberam um novo sistema de radar capaz de detectar navios de grande porte a até 370 km de distância, detectar aeronaves no ar, e também ser capaz de acompanhar até 200 alvos simultaneamente, além de realizar o mapeamento de terrenos.

Para os P-3 Orion a FAB realizou a compra de um lote do míssil antinavio AGM-84L Harpoon, tipo de armamento inédito no Brasil. Graças a incrível autonomia de 16 horas da aeronave, ou 3.000km, toda a costa brasileira está protegida mesmo que as oito aeronaves estejam baseadas somente em Salvador. O armamento possui um alcance também incrível, de quase 280 quilometros, que seria o equivalente a disparar o míssil em Aracaju (SE) para atingir um alvo em Maceió (AL). O míssil utiliza dados dos sistemas da aeronave lançadora para calcular a sua rota até o alvo e conta ainda com um radar próprio para corrigir a rota. Depois do lançamento, o Harpoon voa próximo ao mar para evitar ser detectado.

Todos do TMA Curitiba parabenizam os envolvidos na Aviação de Patrulha no Brasil, certos de que estamos bem protegidos.

Confiram abaixo um vídeo bem bacana da Força Aérea mostrando todo o trabalho da Aviação de Patrulha no Brasil.

Neste domingo, dia 17 de Maio de 2015, o Afonso Pena recebeu pela primeira vez a visita do mais novo cargueiro da empresa ABSA Cargo.

Trata-se do Boeing 767-300(F) de matrícula PR-ACQ, que veio procedente de Miami cumprindo o voo 8477, um dos seus primeiros voos internacionais desde que entrou em operação na nova companhia. Essa aeronave já sabe bem o caminho do SBCT, já que pertencia à recém extinta Florida West, visitante frequente na nossa TMA.

Era a aeronave de matrícula N422LA, e isso explica a sua fuselagem em metal polido que, por sinal, está causando polêmica. Alguns gostaram do esquema de cores reaproveitado, outros nem tanto. E vocês, o que acharam?

Confira abaixo alguns registros da primeira passagem da mais nova adição à frota da ABSA Cargo.

Se você registrou esse ou outros tráfegos interessantes, não deixe de mandar para o nosso e-mail!

No dia 11 de maio, a Cessna Aircraft Company e a TAM Aviação Executiva trouxeram ao Aeroporto do Bacacheri o imponente Cessna TTx. Nossa equipe ficou impressionada com este pássaro. Confira a seguir os motivos.

Agradecemos imensamente a Cessna, TAM Aviação Executiva e a Arrow Jet Aeronaves Executivas que nos receberam muito bem para a realização da matéria. Em especial aos colegas Ricardo, Pedro e Gustavo que nos atenderam prontamente para a realização desta matéria completa.

POTÊNCIA DE SOBRA

Equipado com um motor Continental TSIO-550-C com dois turbo compressores e dois intercoolers, que gera 310hp, a aeronave pode cruzar a uma velocidade máxima de 235 ktas (435 km/h) e subir a uma altitude máxima de 25.000 pés (7600m). Isso torna o TTx um dos monomotores a pistão mais rápidos do mundo no céu.

É PRESSURIZADO?

Sabendo que acima de 11/12 mil pés já se torna necessário o uso de oxigênio suplementar, a Cessna levou a sério essa preocupação e instalou um oxímetro de pulso no painel. Ao cruzar uma certa altitude, um alerta soa e uma mensagem é exibida solicitando a verificação da oxigenação do piloto em comando. O piloto então faz a medição e caso seja necessário, decide se é melhor descer com a aeronave para um nível inferior ou utilizar cânolas que são abastecidas por um cilindro de oxigênio suplementar.

AVIÔNICOS E INTERIOR

Integrando o painel do TTx, temos a suíte de Aviônicos Garmin G2000. No qual é formada por dois displays de alta-resolução de 14” e um sensível ao toque de 5.7”, essa tecnologia é o que há de mais avançada nos dias de hoje para monomotores pistão de alta-performance. Suas funcionalidades e destaques são:

– Permite dividir o display em 2 páginas com fins de permitir a visualização dos dados de múltiplos sistemas e sensores.

– A interface sensível ao toque é bastante intuitiva com atalhos diretos e precisos para a função desejada e possui reprodução de som da opção escolhida caso desejado. Assemelha-se com a operação de um smartphone no seu dia a dia.

– Integração com o Piloto Automático, Rádios e etc.

– Dados meteorológicos (disponível somente nos Estados Unidos devido ao serviço ser via satélite), cartas aeronáuticas, visualização de tráfegos, terreno em 3d e várias outras opções.

ALCANCE

O alcance máximo da aeronave especificado pela fabricante é de 1,250nm (2,315km). Tal distância pode ser atingida voando em configuração de cruzeiro econômico (55% de potência), a 25.000 pés, com 45 minutos de reserva de combustível. Impressionante, não é? Fizemos algumas simulações com decolagem a partir do Aeroporto do Bacacheri.

Range para maior distância – Decolagem do SBBI, com 2 pessoas a bordo e velocidade projetada para range econômico com 55% de potência, a 25.000 pés e 45 minutos de reserva de combustível (condições ISA e sem computar ventos em rota).

Bacacheri (SBBI) – Santiago do Chile – Chile (SCEL) / 6 horas e 08 minutos de voo a 208 ktas

Bacacheri (SBBI) – Maceió (SBMO) / 6 horas e 08 minutos de voo a 208 ktas

Bacacheri (SBBI) – La Paz – Bolívia (SLLP) / 5 horas e 58 minutos de voo a 208 ktas

Range de velocidade máxima – Decolagem do SBBI, com 2 pessoas a bordo e velocidade projetada para range de máxima velocidade com 75% de potência, a 25.000 pés e 45 minutos de reserva de combustível (condições ISA e sem computar ventos em rota).

Bacacheri (SBBI) – Córdova – Argentina (SACO) / 3 horas e 56 minutos de voo a 235 ktas

Bacacheri (SBBI) – Mar del Plata – Uruguai (SAZM) / 3 horas e 55 minutos de voo a 235 ktas

Bacacheri (SBBI)  – Ilhéus (SBIL) / 3 horas e 53 minutos de voo a 235 ktas

Bacacheri (SBBI) – Salta – Argentina (SASA) / 4 horas e 01 minuto de voo a 235 ktas

PS: Lembramos que o Aeroporto do Bacacheri não é Internacional e esses dados foram utilizados apenas para uma simulação.

VOOS DE DEMONSTRAÇÃO

Nossos colaboradores de Curitiba (Guilherme Roczon) e Maringá (Diego Christiano) tiveram a felicidade de experimentar um voo de demonstração VFR. Confira as fotos e o relato que Diego escreveu com suas impressões sobre o TTx.

Em uma tarde calma do dia 14 de maio, a Cessna Aircraft Company junto com a TAM Aviação Executiva trouxeram para Maringá o novíssimo Cessna C240 Corvallis TTx para demonstração e voo dos interessados.

Antes das duas da tarde fomos convidados para voar a aeronave. Voamos com o comandante Ricardo e mais dois interessados, um deles piloto de longa data interessado em adquirir a aeronave. Ou seja, quatro passageiros “peso pesado” na aeronave.

Acionamos a aeronave e em poucos minutos estávamos taxiando para a pista 10 do aeródromo. O ar condicionado do avião deu conta do recado no solo, pois apesar de ser Maio e Maringá uma cidade do sul do país, no sol o calor estava castigando.

No ponto de espera da pista 10 do aeroporto fizemos os testes necessários de motor e a torre nos autorizou ingressar na pista, para backtrack e decolagem imediata. Quando alinhados, o comandante colocou um dente de flap (10 graus) e gradualmente avançou a manete de potência para a aceleração máxima.

Rodamos com 90 nós e logo recolhemos o flap. A torre autorizou nossa aeronave a realizar os testes no setor sul do aeroporto de SBMG, e para lá seguimos.

É impressionante a velocidade que a aeronave desenvolve nos primeiros minutos de voo. Em menos de 2 minutos já subíamos a 160 nós com uma razão de 1400 pés. Isso com a potência reduzida. O motor biturbo de 310 hp mostrou para que veio.

Lá em cima (cerca de 3800 pés AGL) realizamos algumas manobras, enquanto o comandante que trouxe a aeronave nos mostrava os sistemas de navegação dele, no incrível Garmin G2000. Usamos o piloto automático e testamos o sistema de Synthetic View da Garmin, que mostra o relevo, o aeródromo e etc no PFD com precisão, mesmo sendo no Brasil (que tem menor cobertura de radar), e é uma ferramenta muito útil para navegação. Com dois cliques já setamos o aeroporto de SBMG para “não nos perdermos” e o sistema rapidamente fez os cálculos de retorno, ainda que iríamos realizar várias manobras antes de voltar.

Fizemos algumas curvas de alto, e o sistema dele de proteção entrou em ação, impedindo a aeronave de manter a curva por muito tempo, similar ao fly-by-wire presente em vários aviões. Fizemos alguns “oito preguiçosos” e simulamos um stall. A aeronave se comportou muito bem nas manobras e principalmente ao sair delas. Com o motor potente e com bom torque, bastava um toque nos manetes para voltarmos a realizar um voo macio e estável, as margens do Rio Ivaí.

Para testá-lo em aproximação e pouso, a fizemos duas vezes. A primeira foi um toque e arremetida na pista 10 do SBMG. Entramos no circuito na altitude certa mas bem rápidos, pois ele estava dando 191 nós de indicada. Por recomendação, acionamos os spoilers e reduzimos os manetes, e incrivelmente a velocidade caiu para 110 nós em um piscar de olhos, e logo colocamos 10 graus de flap. 90 nós e demos mais um dente de flap, com 20 graus flap full estávamos alinhados com a cabeceira 10 do aeroporto da cidade canção.

Aproximação tranquila e com leve vento de través, mas nada que atrapalhasse a performance da aeronave, que em poucos minutos já estava no solo. Agradecemos a tripulação do Embraer 190 da Azul que nos aguardou gentilmente no ponto de espera e com uma visão privilegiada da aeronave tocando o solo e acelerando novamente.

TTx com 90 nós de indicada e estávamos no ar novamente. Sim, foi um toque e arremetida. Com vigor, subimos rapidamente a 1000’ AGL e entramos no circuito. Aceleramos para cumprir o circuito, até demais. Para “matar” a velocidade fomos instruídos a colocar o nariz pra cima e usar os spoilers novamente. Tranquilamente aproximamos e pousamos, mas agora para corte e desembarque.

Especificações Detalhadas

Dimensões
Comprimento7.68m
Altura2.74m
Envergadura10.97m
Interior da Cabine
Altura1.24m
Largura1.22m
Comprimento3.55m
Máximo de Passageiros4
Capacidade de Bagagem
Peso54.4kg
Volume0.71 cu m
Pesos
Peso Máximo de Rampa1,633 kg
Peso Máximo de Decolagem1,633 kg
Peso Máximo de Aterrissagem1,551 kg
Peso Máximo Zero Combustível1,497 kg
Capacidade Utilizável de Combustível
Peso278 kg
Volume386 l
Peso Básico de Operação1,179 kg
Carga Útil454 kg
Carga Máxima 318 kg
Carga Máxima com 100% de Combustível176 kg
Performance
Velocidade Máxima de Cruzeiro235 ktas (435 km/h)
Alcance Máximo1,250 nm (2,315 km)
Decolagem
Distância para Decolagem1,900 ft (579 m)
Rolagem no solo1,280 ft (390 m)
Aterrissagem
Distância para aterrissagem2,640 ft (805 m)
Rolagem no solo1,260 ft (384 m)
Altitude Máxima de Operação25,000 ft (7,620 m)
Razão Máxima de Subida1,400 fpm (427 mpm)
Velocidade Limite Máxima230 kias (426 km/h)
Velocidade de Estol60 kcas (111 km/h)